Sempre que combustíveis fósseis, como carvão e petróleo, são queimados para alimentar as indústrias e o transporte em todo o mundo, há emissão de dióxido de carbônico (CO²) para a atmosfera.
A humanidade, responsável direta pelo aquecimento global e seus efeitos, tenta buscar saídas para diminuir os estragos, ao mesmo tempo em que procura avançar economicamente.
Nessa intrincada equação, uma palavra orienta as ações: a descarbonização.
Descarbonização
O gás carbônico se acumula na atmosfera e forma buracos na camada de ozônio, que protege a Terra dos raios solares. Descarbonização é reduzir ou eliminar a emissão de CO² nas atividades econômicas e sociais. Nesse sentido, empresas como a associada Empapel, Klabin, têm adotado metas ousadas.
A Klabin teve as suas metas de redução de emissões de gases do efeito estufa (GEE) aprovadas pela Science Based Targets initiative (SBTi). O compromisso estabelece a redução das emissões de GEE a cada tonelada produzida de celulose, papéis e embalagens em 25% até 2025, e em 49% até 2035, tendo 2019 como ano-base.
Assim como a Klabin, outras companhias vêm se aliando e reforçando a chamada economia de baixo carbono: mais de 100 presidentes de empresas já se comprometem a zerar as emissões de suas companhias nas próximas décadas.
O Acordo de Paris, assinado por quase 200 nações em 2015, entre elas o Brasil, prevê limitar o aumento da temperatura global em 2ºC no final do atual século.
A ideia é chegar à neutralidade de carbono, ou seja, a sociedade, em especial os setores econômicos, deve emitir gás carbônico só até o limite em que a própria natureza consegue absorver.
Isso estancaria o dano na camada de ozônio e reduziria o ritmo do aquecimento global.
Nova matriz econômica
A descarbonização e a busca pela neutralidade criam oportunidades de empregos, uma nova matriz econômica sustentável, de crescimento sem agressão à natureza e sem esgotamento de recursos naturais.
É uma caminhada que inclui a busca de uma predominante nova matriz energética, limpa e renovável – da eólica, solar à hidrelétrica, deixando as termelétricas de lado.
E isso não só é possível, como a cada novo avanço, novas metas podem ser impostas. O futuro do planeta depende disso.