O setor brasileiro de papelão ondulado encerrou 2025 com faturamento de R$ 33,2 bilhões, o maior valor registrado desde o início da série histórica. Os dados fazem parte do Anuário Estatístico Empapel 2026, ano-base 2025, desenvolvido pela Empapel em parceria com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), lançado esta semana. O levantamento mostra ainda que o setor ultrapassou a marca de 29 mil empregos diretos.
O material, lançado essa semana, reúne indicadores de produção, expedição, faturamento, emprego e distribuição da demanda, oferecendo um retrato do desempenho e da relevância econômica do setor no país. Para ter acesso ao Anuário Empapel 2026, basta acessar o link e baixar.
Em volume, foram expedidas 4.233.226 toneladas de papelão ondulado ao longo de 2025. No cenário internacional, o desempenho mantém o Brasil como o 6º maior produtor mundial de papelão ondulado.
“Os resultados reforçam a dimensão econômica e a relevância do setor de papelão ondulado para o país. Estamos falando de uma indústria presente em mais de 20 segmentos, que gera empregos, movimenta diferentes cadeias produtivas e vem investindo continuamente em capacidade, eficiência, sustentabilidade e inovação”, afirma o Embaixador José Carlos da Fonseca Jr., presidente-executivo da Empapel.
Entre os setores que mais demandaram caixas e acessórios de papelão ondulado em 2025, o de produtos alimentícios manteve a liderança, com 51,1% de participação no volume expedido, entre as empresas informantes. Somadas as categorias de horticultura, floricultura e fruticultura, com 8,17%, bem como avicultura, com 3,08%, essas atividades representaram 62,35% do total.
Desde 2019, o setor soma mais de R$ 17 bilhões em investimentos em novas plantas industriais, modernizações e aumento de capacidade. Esse movimento tem contribuído para ampliar a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade da indústria.
“O papelão ondulado está diretamente ligado à movimentação de diferentes cadeias produtivas e, por isso, seu desempenho também reflete o comportamento da própria economia. A diversidade dos setores atendidos e a capacidade de acompanhar as transformações do mercado mostram a continuada relevância estratégica dessa indústria para o país”, complementa José Carlos.