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Os desafios colocados para o futuro imediato em ESG

ESG é um dos assuntos do momento – há um bom tempo. Não é para menos, as preocupações com o equilíbrio de ações de governança ambiental, social e corporativa (ESG, na sigla em inglês) se tornam cada vez mais frequentes, com os caminhos que a sociedade e o mundo estão tomando.

O relatório “ESG Sustainability and Climate Trends to Watch” de 2024, organizado pela MSCI, apresenta tendências importantes para o tema. Vale lembrar que a MSCI é uma empresa listada na Bolsa de Nova York e organiza os famosos índices MSCI, incluindo o MSCI Brazil e alguns voltados especificamente para ESG, como o MSCI KLD 400 Social Index, criado em 1990 e desenhado para expor o investidor a companhias com alto padrão ESG, e o MSCI Brazil ESG.

“Embora os relatórios sobre o fim do ESG tenham sido exagerados, é justo dizer que a indústria está num período de transição”, diz a chefe de pesquisa ESG da MSCI, Laura Nishikawa, no relatório. “A terminologia, definições e rótulos confusos alimentaram desafios à credibilidade do ESG, tanto por parte de céticos como de idealistas. Um resultado positivo da atual reação negativa poderá ser o fato de anos de inconsistência finalmente darem lugar a uma maior clareza em torno da linguagem, dos objetivos e das intenções”.

Deixando de lado as abreviaturas, tornou-se claro ao longo da última década que os riscos ambientais, sociais e de governação são riscos financeiros, ela ressalta.

Mas como será isso para o ano? A profissional questiona e afirma que uma das tendências a observar em 2024 em diante é justamente as mudanças climáticas. “É praticamente certo que esse ano será considerado o ano mais quente de que há registo (até agora), sublinhando os desafios imediatos e tangíveis colocados pelas alterações climáticas para as famílias, os trabalhadores e as economias — com riscos que provavelmente só aumentarão com o tempo”.

Ela sublinha também que a adoção generalizada da Inteligência Artificial (IA) “está remodelando o nosso cenário de trabalho e transformando a forma como as empresas agregam valor”.

Questões como o trabalho forçado e a desflorestamento, outrora relegadas a considerações éticas, estão subitamente se transformando em riscos regulamentares com sérias implicações financeiras. A União Europeia, como de praxe, se antecipou e começou a andar com regulações sobre IA e suas implicações na vida cotidiana, especialmente no campo da política, trabalhista e criativo.

Mas há desafios na regulação para investimento sustentável também, incluindo transição energética e descarbonização, um tema que vem sendo tratado com mais seriedade no último ano pelo governo brasileiro.

“Para muitos de nós, 2023 foi gasto no árduo trabalho de rastrear e cumprir as regulamentações em evolução”, Nishikawa escreveu. “Mas à medida que a poeira assenta, esperamos que a inovação regresse em 2024, por uma articulação mais clara dos objetivos de investimento e por divulgações de maior qualidade por parte dos investidores e das empresas”.

Uma outra tendência a se observar são as cadeias de abastecimento globais, que são complexas e uma realidade nos negócios modernos. “Quando bem construídas, essas cadeias oferecem especialização, eficiência e vantagem competitiva. Mas não estão isentas de riscos, desde a escassez de materiais essenciais até falhas na garantia de qualidade”, diz o relatório. “O grande número de participantes envolvidos em cada fase da produção pode dificultar o acompanhamento de quem está negociando com quem. Para grandes marcas, as ações de um subcontratado em algum ponto profundo da cadeia podem causar danos reais à reputação”.

E ainda vale ressaltar que equidade de gênero e diversidade seguem como tendência na construção de equipes valiosas. Inclusão é vista como um trunfo pelos consumidores e uma busca constante por pares de mercado de alto valor.

Já a natureza e a biodiversidade subiram rapidamente na agenda regulatória global nos últimos anos e chamaram a atenção dos investidores. A natureza está irrevogavelmente interligada com o clima, mas a possibilidade de colapso da biodiversidade apresenta uma gama adicional de riscos sistemáticos.

Como se vê, os desafios são grandes para uma área cada vez mais sensível como a ESG. Entre tantas tendências colocadas pelo relatório, a mais forte talvez seja: não investir tempo, material humano, inovação e dinheiro nisso, pode ser fatal para os negócios.

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